sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Endereços de Blogs 1

http://cariripajeu.blogspot.com/2007_12_01_archive.html

http://www.comercionamidia.blogspot.com/

http://pequenasexplosoes.zip.net/

http://www.wl3-corporesano.blogspot.com/

http://www.wl3cantoverde.blogspot.com/

http://baresdorecife.blogspot.com/

http://comunidadedaxuxa.blogspot.com/2007/12/lixo-o-descaso.html


http://elizabethpixain.blogspot.com/

Banca de Projetos Experimentais

MONOGRAFIA

21/12 - A mídia no julgamento do "mensalão": uma análise da cobertura do Globo e Folha de São Paulo, de Ericka de Sá Galindo;
Jornalismo Jurídico e legitimidade: a mediação da tensão existente entre as instituições do Direito e da Comunicação Social, de Carla Nascimento de Castro Silva;
O estilo de Luis Fernando Veríssimo: uma análise estilística e pós-moderna dos romances "O jardim do diabo", "O clube dos anjos", "Borges e os orangotangos eternos", "O opositor" e a "Décima Segunda noite", de Thiago Corrêa Ramos.

Bloco A sala 104 - 18h

21/12 - O JC e a eleição para o Senado em 2006: o espaço dos candidatos mais votados (Jarbas Vasconcelos e Luciano Siqueira), de Henrique Soares Cavalcanti;
A criança e a violência na mídia: entre o interesse no lucro e a ética na comunicação, de Ana Flávia Almeida da Silva Medeiros;
O corpo no filme "Crime delicado": um estudo semiótico sobre a representação sócio-cultural da imperfeição, de Rachel Santos Moraes;

Bloco A sala 105 - 18h

21/12 - Problemas da critica cinematográfica Pernambucana;
Extremidades do corpo que Dança: um olhar para o corpo e as incurções tecnológica na sociedade através de um espetáculo de dança contemporânea;
A crônica jornalística Brasileira: um retrato dos sujeitos no espaço urbano na obra de Nelson Rodrigues.

Bloco A sala 112 - 18h

Professor Heitor Rocha


FOTOGRAFIA

18/12 - A presença da mulher no fotojornalismo Pernambucano;
Pescadores do Pina (PB)
Praia do Pina (PB)


19/12 - Movimento HIP-HOP (cor)
Produtos orgânico (P/B);
Meninos da orquestra cidadã (PB)
Artesões do alto do moura (COR).

Salão Receptivo - 18h
Professora Renata Victor

RÁDIO


19/12 - Geraldo Moreira,
Simone Saburido, e Tatiana Roma;
Alexandre e Bruno.


20/12 - Cirlene e Taysa;
Daniel Ferreira.

21/12 - Renata Santos;
Mídia Janes.

Bloco A sala 504 - 18h
Professor Carlos Benevides

TELEVISÃO


18/12 - Em nome de quê;
Luigi Poluzzi, uma História de Guerra e de Paz;
Erasto.


19/12 - Cabo de Guerra;
Categoria de Base.

Bloco A sala 510 - 18h
Professor Cláudio Bezerra


20/12 - Vida de Mar;
A última Diva.


21/12 - Doutores da Alegria;
Rendeiras.

Bloco A sala 510 - 18h
Professor Alexandre Figueiroa

IMPRESSO

18/12 - Alcoolismo no Futebol;
Os Trabalhares da Madrugada e a Sociedade 24 horas;
Caos na Assistência Judiciária em Pernambuco;
O Pós-mangue em Recife.

19/12 - Viagens Cotidianas: o ônibus e alguns Personagens da Vida Real;
Ação das Assessorias de Imprensa e o Relacionamento com as Colunas dos Jornais;
Gastronomia Pernambucana.

Bloco A sala 509 - 18h
Professora Adriana Dória

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Programação dos dias 27 e 30 de novembro

Terça-feira - dia 27 de novembro

Sala 510 - O Preço de uma Verdade Relatório

Sexta-feira - dia 30 de novembro

Prova e resenha "Relatos de um Náufrago"

Assinatura da Ata - 11 de dezembro

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Projeto Experimental - Reunião

Atençao: Na próxima quarta-feira (dia 14 de novembro), na sala 510, o Coordenador do Curso, Paulo César Fradique, realiza um reunião com os alunos para acertar os últimos detalhes do Projeto Experimental 2008.1.


Observação: O aluno tem a liberdade para escolher o seu orientador. Essa escolha deve ser indicada na capa do pré-projeto. É importante que definido o tema o aluno procure o seu "possível" orientador para pedir conselhos. É vantagem para os dois lados. Para o aluno porque vai ficar sabendo do interesse ou não do professor pelo tema. E para professor/orientador que poderá planejar o desenvolvimento do projeto ao longo do semestre.

Projeto Experimental - Pré-Projeto

MINUTA DE FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA DE PROJETO EXPERIMENTAL EM JORNALISMO


A. CAPA

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO – UNICAP
PROJETO EXPERIMENTAL EM JORNALISMO
ÁREA:
ALUNO(A):
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):
RECIFE (ANO/PERÍODO)

B. ITENS DO PROJETO

- SUMÁRIO
- JUSTIFICATIVA
- PROBLEMA
- OBJETIVOS: GERAL E ESPECÍFICO
- METODOLOGIA
- BIBLIOGRAFIA

1. JUSTIFICATIVA (de 1 a 2 páginas): texto que deve conter a importância do tema escolhido, sua atualidade e pertinência em função dos objetivos que serão delineados como ítem seguinte;

2. PROBLEMA (de 1 a 2 páginas): texto expondo como o pesquisador percebe o tema como problema na comunicação social, em especial no jornalismo cotidiano, e como tal problema pode ser estudado na literatura;

3. OBJETIVOS (1 página): descrever o que se pretende alcançar com o projeto; utilizar linguagem sintética; verbo no infinitivo; GERAL: de forma direta, compreensiva, expor em que se resume o conteúdo do trabalho, o que ele visa comunicar, expressar;

4. METODOLOGIA (1 a 2 páginas): descrever como vai ser desenvolvido o trabalho, a partir do tratamento dado ao tema:

a) recursos: descrever os objetivos e instrumentos necessários à pesquisa; se reportagem, documentário etc; quantas matérias e conteúdos; elementos usados: visuais, auditivos etc; equipamentos necessários; pessoal necessário (funções);

b) fontes de dados: descrever como vão ser pesquisadas as informações do tema, observando quais serão as fontes de obtenção de dados (primária e secundária).

5. BIBLIOGRAFIA: citar por ordem alfabética, livros e periódicos referidos para realização do trabalho.

Projeto Experimental - Regulamento

COM-1320 -PROJETO EXPERIMENTAL EM JORNALISMO

Regulamento

Para desenvolver o Projeto Experimental em Jornalismo, tendo em vista a Resolução nº 002 de 24.01.1984, homologada pelo então Conselho Federal de Educação, nas áreas de a) monografia; b) fita gravada de som e imagem para TV (em equipe de três alunos); c) fita gravada de som para Rádio (em equipe de dois alunos); d) impresso para jornal e revista; e) fotojornalismo, ensaio ou reportagem fotográfica, alunos regulares do Curso de Jornalismo, após o cumprimento das disciplinas COM1125 – Prática de Pesquisa em Comunicação; COM1219 – Técnicas de Reportagem II; COM1311 – fotojornalismo; COM1314 – Rádio III e COM1318 – Televisão III, devem:

1) Indicar, na ocasião da entrega do anteprojeto (proposta do trabalho digitada), em data fixada pelo DCS, uma das cinco áreas acima indicadas; contendo o tema que desenvolverá com justificativa, objetivos e metodologia, bem como sugerir um professor(a) para orientador(a); cabendo ao DCS confirmar ou não a sugestão;

2) Depois da matrícula caberá ao orientador decidir sobre a viabilidade da proposta. Caso esta seja rejeitada, será dado ao aluno um prazo para reapresentá-la, uma vez aprovada não mais será mudada, salvo em caso excepcional com a concordância do orientador e conhecimento do Chefe do DCS ou Coordenador do Curso. O aluno deverá, então, obedecer rigorosamente ao cronograma estabelecido junto com o orientador para execução do projeto.

2.1.1) Cada turma de orientandos de projetos individuais deverá ter, no mínimo, cinco alunos e no máximo dez;

2.1.2) a turma de orientandos de projeto em equipe deverá ter, no mínimo, três trabalhos e no máximo cinco trabalhos;

2.1.3) no caso dos trabalhos inscritos ultrapassarem o limite máximo previsto por turma, a coordenação do DCS poderá abrir uma segunda turma havendo estrutura e orientador disponíveis;

2.1.4) caso o número de candidatos ultrapasse o limite máximo por turma, haverá seleção adotando-se como critério a) qualificação do projeto submetido aos professores da área; b) maior coeficiente de rendimento na disciplina da área do projeto;

2.1.5) o aluno reprovado, por média ou por falta, na disciplina COM1320 – Projeto Experimental em Jornalismo, deverá reapresentar o anteprojeto antes da nova matrícula, ficando sujeito a existência de vagas na área requerida ou, em caso da inexistência de vagas, ser encaixado em outra área mediante entendimento com a direção do DCS;

3) todo o material a ser utilizado na execução do Projeto Experimental (papel, fita cassete e de vídeo, filmes, etc) deve ser adquirido pelo aluno;

3.1) o produto do Projeto Experimental, após apreciação e julgamento da banca examinadora, será propriedade do aluno, reservado à Universidade Católica de Pernambuco o direito a uma cópia para fins acadêmicos; a reprodução por parte dos veículos de comunicação e/ou a participação em concursos só será possível com autorização expressa do aluno.

4) No decorrer da orientação os trabalhos devem ser desenvolvidos considerando os seguintes parâmetros:

4.1) Monografia: por monografia entende-se trabalho de interesse jornalístico inédito com base em pesquisa científica, cabendo reflexão teórica e/ou pesquisa de campo, sobre tema pertinente à área de estudo do curso;

4.1.1) é próprio da monografia obedecer às normas internacionais de apresentação no que concerne ao tamanho das folhas, disposição de texto e conteúdo propriamente dito, devendo respeitar as linhas a seguir: a) preliminares: 1 – folha de rosto; 2 – ficha catalográfica; 3 – página de aprovação (opcional); 4 – dedicatória (opcional);

5 – sinopse;

6 – agradecimentos;

7 – relação de quadros e tabelas;

8 – sumário; b) corpo: 1 – introdução; que compreende a formação clara e simples de investigação, sua justificativa, objetivos, definições dos termos, indicação da metodologia utilizada e rápida referência de trabalhos anteriores sobre o assunto, caso existam;

2 – desenvolvimento; que compreende revisão da literatura, metodologia ou procedimentos metodológicos, englobando a formulação do problema, enunciado de hipóteses, determinação das variáveis e indicação dos tipos de relação entre elas, descrição dos instrumentos de pesquisa. Seleção do sujeito, universo e amostra, informação sobre a coleta de dados, apresentação, análise e interpretação dos dados;

3 – conclusões, recomendações e/ou sugestões; que consiste em resumo completo, no entanto sintetizado, das duas primeiras partes do trabalho; c) parte referencial: 1 – apêndice; 2 – glossário (opcional); 3 – bibliografia;

4 – índice remissivo de assuntos e/ou autores (opcional).

4.2) Fita gravada de som e imagem (Televisão): entende-se por fita gravada de som e imagem a realização de reportagens ou documentários para TV, ou uma síntese das duas linguagens desde que preservada a abordagem jornalística;

4.2.1) produção televisiva inédita em fita de vídeo em duas opções: dois programas de dez (10) minutos ou um programa de 15 minutos;

4.2.2) a produção deverá conter, sobretudo na linha documentário, material de pesquisa que venha dar substância ao trabalho (dados estatísticos, por exemplo); cópias de gravações em filme ou vídeos; documentação fotográfica ou histórica e/ou trabalhos publicados, entre outros;

4.2.3) texto, depoimentos, entrevistas, sonorização etc;

4.2.4) a edição deverá observar os mínimos recursos editoriais adequados à linguagem desenvolvida;

4.2.5) o trabalho será desenvolvido em equipe de três alunos, sendo obrigatório o envolvimento de todos nas diversas etapas de produção, podendo o orientador não indicar à “banca examinadora” o(s) aluno(s) que não tiver efetivamente participado;

4.2.6) o trabalho deve ser desenvolvido em linguagem telejornalística, com apresentação, texto, entrevistas e condução do repórter;

4.3) Fita gravada de som (Rádio): compreende a execução e montagem de programas radiofônicos inéditos na linha de radiojornalismo, documentário ou de entretenimento;

4.3.1) o trabalho final deverá ser apresentado nos seguintes formatos: seis programas de dez (10) minutos; quatro programas de quinze (15) minutos ou dois programas de trinta (30) minutos;

4.3.2) as produções radiofônicas deverão apresentar pesquisa, texto, sonoplastia, depoimentos e/ou entrevistas, radiofonização;

4.3.3) os programas podem compreender temáticas jornalísticas de cunho cultural ou especializado (economia, política, esportes, meio ambiente etc); comunitário, rural, entretenimento (na linha de produção das emissoras comerciais), entre outros.

4.4) Impresso: compreende a produção de uma série de reportagens inéditas para a mídia impressa;

4.4.1) a série deverá ter quatro (04) reportagens, cada uma com o mínimo de oitenta (80) linhas e o máximo de cento e vinte (120) linhas cada, sendo opcional a inclusão de ilustrações (fotografias, charges, desenhos, gráficos etc), bem como a apresentação do “espelho” da página (diagramação).

4.5) Ensaio fotográfico (Fotografia) : compreende a apresentação de dois (02) ensaios fotográficos de cunho jornalístico, cada um contendo texto interpretativo e um mínimo de doze (12) e o máximo de trinta e seis (36) fotos;

4.5.1) o primeiro ensaio deverá ser realizado em preto-e-branco, com filme de velocidade a ser definido pelo aluno. A revelação e ampliação das fotos devem ocorrer no laboratório do DCS, devendo o aluno apresentar duas (02) cópias de cada foto;

4.5.2) o segundo ensaio deverá ser realizado em filme diapositivo. A revelação deverá ser feita em laboratório comercial;

4.5.3) os ensaios deverão atender às exigências editoriais básicas da mídia impressa nacional.

5) A apresentação dos trabalhos será pública e perante uma banca examinadora;

5.1) a ordem de apresentação será definida em sorteio, conduzido pelo orientador, junto aos integrantes da turma;

5.1.1) orientador e orientandos, em comum acordo, podem sugerir nomes para formação das bancas, contudo, caberá ao Conselho do Departamento a definição das mesmas, bem como da fixação das datas para apresentação e defesa dos trabalhos;

5.1.2) a banca examinadora será formada por três (03) integrantes, em princípio um professor do curso e dois profissionais convidados;

5.1.3) cada projeto (de grupo ou individual) será avaliado por vez na ordem indicada no sorteio, durando cada avaliação o máximo de trinta (30) minutos;

5.1.4) o resultado obtido na banca examinadora é inalterável, não cabendo qualquer recurso ao aluno insatisfeito com a média obtida;

5.1.5) visando salvaguardar a banca examinadora de qualquer eventual constrangimento, as notas individuais devem ser mantidas em sigilo, apenas a média será informada;

5.2) A banca examinadora argüirá sempre que necessário esclarecer, detalhar e complementar questões;

5.2.1) o orientador não pode integrar a banca examinadora mas ficará à disposição da mesma para os esclarecimentos que forem solicitados;

6) A avaliação deverá observar os seguintes critérios:

6.1) apresentação do trabalho;

6.2) argumentação, fundamentação e desenvolvimento da proposta;

6.3) desenvolvimento do projeto;

6.4) metodologia;

6.5) nível de maturidade acadêmica e profissional;

6.6) texto;

6.7) criatividade;

6.8) viabilidade de veiculação dos produtos;

6.9) coerência e segurança na defesa do projeto.


Recife, 30 de outubro de 2006.

Prof. Paulo Fradique
Chefe do DCS

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Programação 06 de Novembro

Aula de hoje (turmas WL3 e TL3)

Continuação da alimentação dos Blogs

Obs: Cada grupo deve alimentar o blog, pelo menos duas vezes;
No mínimo, cada integrante do grupo, deve ter duas produções assinadas;
O prazo final para finalização do blog é dia 04/12 (terça);
O Prazo final para entrega da parte escrita é 07/12 (sexta)

P.S. Em todas as aulas o grupo deve produzir um relatório explicando como está as fases das etapas da produção do blog.

P.S.1 30/11 - Resenha/opinião do livro: Relatos De Um Naufrago.
Prova sobre o livro - uma questão (TL3).
Debate sobre o livro (WL3).

Programação de aula dos blogs

Programação para produção dos blogs da turma Wl3

Horário 14h40 até 15h40

Grupo 1
Janaína Rezende
Roberta Correia
Sharlene Mikelle
Suellen Vilela
Grupo 2
Aroldo Costa
Kelly Beatriz
Amanda Barros
Marília Maciel
Christinne Lemos

Grupo 3
Belisa Parente
Camila Ribas
Caroline Pellegrino
Clarissa Trevas
Gabriela Santos

Grupo 4
Amanda Marques
Bruno Lins
Luana Marques
Marcelo Costa
Grupo 5
Aldacy Lobo
Daniela Feldaman
Karlison Gondim
Leonardo Lisboa
Bruna Borges
Grupo 6
Andrezza Gonçalves
Felipe Ferraz
Maíra Rosas
Grupo 7
Maurício Júnior
Patrícia Barros
Rebeca Santos

Horário 15h40 até 16h40

Grupo 8
Carla Lyra
Camila Nóbrega
Lara amorim
Elizabeth Silva
Viviane Souza
Grupo 9
Felipe Régis
Raphael Guaraná
Thiago Cavalcante
Fábio Liberal
Mário Neto
Grupo 10
Manuela Andrade
Juliana Lins
Catarina de Angola
Ana Paula Almeida
Nara Pinilla
Clarissa Azevedo
Grupo 11
Júlia Miranda
Ana Maria Salustino
Rafaella Sabino
Taísa Alencar
Grupo 12
Ana Carolina Lucena
Juliana Dantas
Mariângela Moraes
Nataly Costa
Grupo 13
Reinaldo Cavalcanti
Marina Reithler
Cláudia Vital
Grupo 14
Lídio Lima

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Como Fazer um Blog

Etapas para a produção de um blog

1 - Acessar site do gmail e clicar em "inscreve-se em gmail"

2 - Com a nova conta criada, acessar WWW.blogger.com e fazer login com a conta que você criou.

3 - Em "nome de postagem" escolher nome que você quer que apareça nas postagens. E: postodado por "O Turista".

4 - Para facilitar a escolha do Endereço do blog, adicione "TL3" - na frente do endereço.
Ex: http://tl3-turismorecife.blogspot.com

5 - Depois é só escolher o visual do blog e pronto. Blog criado.

6 - Todas as coisas que o grupo precisar fazer serão feitas apenas pelo site.

www.blogger.com

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Programação 26 de outubro

Programação da aula do dia 26 de outubro - sexta-feira - turmas wL3 e tL3

* Finalização do projeto blogs

* Início da criação dos blogs

* Produção de texto para os blogs

2 GQ - Programação

Livro - Relato de um náufrago - Gabriel Garcia Marques

Resenha/Opinião - Prazo final: 30/11/07

Prova sobre o livro. (uma única pergunta - Turma WL3 )

Debate sobre o livro. Turma TL3

blogs definitivo - postado dia 07/12/07

Entrega do projeto definitivo - dia 07/12/07

Assinatura de ata: 12/12/07

Tema da Capa da Revista Alquimia

Árvore da Vida

A Árvore da Vida é um instrumento,através do qual a Kaballah não ortodoxa se utiliza, para que possamos compreender todas as tarefas que um aspirante ou um adepto pode executar ao longo da existência. Ela é um gráfico com 10 séfiras ou círculos, e mais 1 que é oculto. Cada um desses círculos tem uma correspondência com todos os assuntos com os quais temos que lidar em nossa existência. Sua estrutura é de tal ordem perfeita, que podemos tanto associá-la ao corpo humano, quanto à vida profissional de determinada pessoa, ou ainda a uma sonata ou a um sistema político qualquer que seja ele. Vários textos sagrados têm se referido à ela. Na Torah e na Bíblia, por exemplo, só para citar textos ocidentais, temos referências da Árvore da Vida e da Árvore do Bem e do Mal. Mas além de referências,algumas Bíblias antigas, datadas de 1.520 e 1.580apresentam esse gráfico, tal qual vemos hoje em textos não sagrados. Isto também pode significar que a filosofia pela qual os cabalistas têm se guiado ao longo de milênios, é tão imutável quanto as leis da natureza.Aliás, é necessário lembrar, que filosoficamente tudo já foi dito. O que temos de novo é a ciência e tecnologia e a adaptação dos sistemas filosóficos aos tempos modernos. Na verdade, a ciência vem depois, provando tudo o que os mestres ocultistas já tinham como verdade estabelecida. Robert Anton Wilson escreve em seu livro, "Prometheus Rising", uma frase bem interessante:

" Tudo o que o pensador pensa, o provador prova. " Desconhecemos quem foi o autor desse gráfico universalista a que chamamos de Árvore da Vida. O fato relevante é que, se compreendermos o que ela significa, acabaremos por adotar uma forma de vida mais saudável, plena e, conseqüentemente, mais feliz. Na verdade, é a ignorância da virtude e da verdade que nos coloca no estado de infelicidade. A Sabedoria é que nos ensina a viver de maneira plena, ampliando nossos potenciais. E a Árvore da Vida é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores instrumentos para nossa total realização.

Roteiro para o Projeto Blogs

Roteiro básico para apresentação de projetos

Os principais itens que compõem a apresentação de um projeto relacionam-se de forma bastante orgânica, de modo que o desenvolvimento de uma etapa necessariamente leva à outra.
Apresentação de um projeto deve conter os seguintes itens:

TÍTULO DO PROJETO

Deve dar uma idéia clara e concisa do(s) objetivo(s) do projeto.

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA E JUSTIFICATIVA

A elaboração de um projeto se dá introduzindo o que pretendemos resolver, ou transformar. De suma importância, geralmente é um dos elementos que contribui mais diretamente na aprovação do projeto pela(s) entidade(s) financiadora(s).

Aqui deve ficar claro que o projeto é uma resposta a um determinado problema percebido e identificado pela comunidade ou pela entidade proponente.

Deve descrever com detalhes a região onde vai ser implantado o projeto, o diagnóstico do problema que o projeto se propõe a solucionar, a descrição dos antecedentes do problema, relatando os esforços já realizados ou em curso para resolve-lo.

A justificativa deve apresentar respostas a questão POR QUE?

Por que executar o projeto? Por que ele deve ser aprovado e implementado?

Algumas perguntas que podem ajudar a responder esta questão:

Qual a importância desse problema/questão para a comunidade?

Existem outros projetos semelhantes sendo desenvolvidos nessa região ou nessa temática?

Qual a possível relação e atividades semelhantes ou complementares entre eles e o projeto proposto?

Quais os benefícios econômicos, sociais e ambientais a serem alcançados pela comunidade e os resultados para a região?

OBJETIVOS

A especificação do objetivo responde as questões: PARA QUE? e PARA QUEM?

A formulação do objetivo de um projeto pode considerar de alguma maneira a reformulação futura, positiva das atuais condições negativas do problema.

Os objetivos devem ser formulados sempre como a solução de um problema e o aproveitamento de uma oportunidade. Estes objetivos são mais genéricos e não podem ser assegurados somente pelo sucesso do projeto, dependem de outras condicionantes.

É importante distinguir dois tipos de objetivos:

Objetivo Geral: Corresponde ao produto final que o projeto quer atingir. Deve expressar o que se quer alcançar na região a longo prazo, ultrapassando inclusive o tempo de duração do projeto. O projeto não pode ser visto como fim em si mesmo, mas como um meio para alcançar um fim maior.

Objetivos específicos: Corresponde às ações que se propõe a executar dentro de um determinado período de tempo. Também podem ser chamados de resultados esperados e devem se realizar até o final do projeto.

METAS

A metas, que muitas vezes são confundidas com os objetivos específicos, são os resultados parciais a serem atingidos e neste caso podem e devem ser bastante concretos expressando quantidades e qualidades dos objetivos, ou QUANTO será feito. A definição de metas com elementos quantitativos e qualitativos é conveniente para avaliar os avanços.

Ao escrevermos uma meta, devemos nos perguntar: o que queremos? Para que o queremos? Quando o queremos?

Quando a meta se refere a um determinado setor da população ou a um determinado tipo de organização, devemos descreve-los adequadamente. Por exemplo, devemos informar a quantidade de pessoas que queremos atingir, o sexo, a idade e outras informações que esclareçam a quem estamos nos referindo.

Cada objetivo específico deve ter uma ou mais metas. Quanto melhor dimensionada estiver uma meta, mais fácil será definir os indicadores que permitirão evidenciar seu alcance.
Nem todas as instituições financiadoras exigem a descrição de objetivos específicos e metas separadamente. Algumas exigem uma forma ou outra.

METODOLOGIA

A metodologia deve descrever as formas e técnicas que serão utilizadas para executar o projeto.
A especificação da metodologia do projeto é a que abrange número de itens, pois responde, a um só tempo, as questões COMO? COM QUE? ONDE? QUANTO?

A Metodologia deve corresponder às seguintes questões:

Como o projeto vai atingir seus objetivos?

Como começarão as atividades?

Como serão coordenadas e gerenciadas as atividades?

Como e em que momentos haverá a participação e envolvimento direto do grupo social?

Deve se descrever o tipo de atuação a ser desenvolvida: pesquisa, diagnóstico, intervenção ou outras; que procedimentos (métodos, técnicas e instrumentos, etc.) serão adotados e como será sua avaliação e divulgação.

É importante pesquisar metodologias que foram empregadas em projetos semelhantes, verificando sua aplicabilidade e deficiências, e é sempre oportuno mencionar as referências bibliográficas.

Um projeto pode ser considerado bem elaborado quando tem metodologia bem definida e clara. É a metodologia que vai dar aos avaliadores/pareceristas, a certeza de que os objetivos do projeto realmente tem condições de serem alcançados. Portanto este item deve merecer atenção especial por parte das instituições que elaborarem projetos.

Uma boa metodologia prevê três pontos fundamentais: a gestão participativa, o acompanhamento técnico sistemático e continuado e o desenvolvimento de ações de disseminação de informações e de conhecimentos entre a população envolvida. CRONOGRAMA
O cronograma responde a pergunta QUANDO?

Os projetos, como já foi comentado, são temporalmente bem definidos quando possuem datas de início e término preestabelecidas. As atividades que serão desenvolvidas devem se inserir neste lapso de tempo.

O cronograma é a disposição gráfica das épocas em que as atividades vão se dar e permite uma rápida visualização da seqüência em que devem acontecer.

ORÇAMENTO

Respondendo à questão COM QUANTO? O orçamento é um resumo ou cronograma financeiro do projeto, no qual se indica como o que e quando serão gastos os recursos e de que fontes virão os recursos. Facilmente pode-se observar que existem diferentes tipos de despesas que podem ser agrupadas de forma homogênea como por exemplo: material de consumo; custos administrativos, equipe permanente; serviços de terceiros; diárias e hospedagem; veículos, máquinas e equipamentos; obras e instalações.

No orçamento as despesas devem ser descritas de forma agrupada, no entanto, as organizações financiadoras exigem que se faça uma descrição detalhada de todos os custos, que é chamada memória de cálculo.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Referências bibliográficas que possam conceituar o problema, ou servir de base para a ação, podem e devem ser apresentadas. Certamente darão ao financiador uma noção de quanto o autor está inteirado ao assunto, pelo menos ao nível conceitual/teórico.

Referências

IACZINSKI SOBRINHO, Antônio. Elaboração e execução de projetos.Florianópolis:UFSC/
SEPLAN/COPROJ,[199]. (Apostila de curso)
LAKATOS, Eva M ; MARCONI, Marina de Andrade.Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1991.270p.
PROCHNOW, Miriam; SCHAFFER, W.B.Pequeno manual para elaboração de projetos. Rio do Sul: APREMAVI7AMAVI7FEEC, 1999,( Apostila de curso).

sábado, 13 de outubro de 2007

Programação 9 de Outubro

Terça-Feira - Sala 510 - Turma TL3

- Conversa com o jornalista/escritor Samarone Lima
Assunto: Jornalismo X Jornalismo Literário

Terça-Feira - Sala 309 - Turma WL3

Programação para o 2º GQ
Elaboração de um Projeto de um Blog
Resenha e Prova do Livro Relato de Um Náufrago - Gabriel Garcia Marques

Aula de Hoje
- Divisão dos Grupos para Produção dos Blogs
- Proposta dos Temas para os Blogs
- Formato dos Blogs

Grupos de Produção da Turma WL3

Grupo 1
Jefferson
Liana
José Luiz

Grupo 2
André Luiz
Lucas
Germana

Grupo 3
Manuela
Joana
Andréia

Grupo 4
Cláudia
Geraldo
Maria das Graças

Grupo 5
Melina
Reinaldo
Tiago
Mariana

Critérios de Avaliação - I GQ

Critérios - Preparação de Textos

Pauta: Projeto Alquimia

1. Resumo do Fato(2.5)
2. Direcionamento (Perguntas ou Hipóteses) – São geralmente três perguntas(2.5)
3. Relação das Fontes (Quem o repórter deve procurar) – Nomes, Endereços, Telefones(2.5)4.Ortografia(2.5)

Matéria: Projeto Alquimia

- Conteúdo Informativo – Apuração correta e detalhada das Informações (2.5)
- Organização de Idéias – Distribuição das informações com coesão e coerência (2.5)
- Ortografia – Escrever adequadamente e de forma correta (2.5)
- Criatividade – Fugir do lugar-comum na elaboração do texto (2.5)

Livro: O livreiro de Cabul - Anse Seierstadt
- Resumo/Resenha (5,0)
- Participação no Debate (5,0)

* São somadas as duas maiores notas e a média é retirada.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Jornalismo em microblogs


O Twitter é um microblog. Um microblog é uma ferramenta que permite atualizações rápidas e curtas e, se possível, a partir de uma multiplicidade de suportes diferentes. É possível atualizar o Twitter, por exemplo, pela web, por instant messaging (IM), ou até pelo celular – por short message service (SMS) ou internet móvel. Há outras ferramentas de microblog na web, como o Pownce e o Jaiku, mas o interessante do Twitter é a limitação de espaço. As micropostagens não podem ultrapassar 140 caracteres (é o mesmo tamanho máximo para o envio de uma mensagem de celular por SMS).

O Twitter existe desde o ano passado. Criado em março de 2006 e tornado público em agosto do mesmo ano pela Obvious, o Twitter teve um crescimento rápido ao redor do mundo. No Brasil, o site começou a se tornar popular no começo de 2007. E, desde então, muitos usos criativos têm sido observados por parte dos brasileiros no Twitter.

A idéia original do Twitter é a de se postar o que se está fazendo no momento. O tamanho reduzido da postagem, aliado à multiplicidade de modos de se poder atualizar, poderia levar a uma prática que beirasse ao voyeurismo. Poderia. Entretanto, a parte mais interessante do Twitter é o fato de que seus usuários têm se apropriado da ferramenta para fazer usos interessantes do sistema. Um desses exemplos é o uso do Twitter como ferramenta jornalística.

Até um mapa mundi

Há vários outros usos possíveis para o Twitter, como para fazer a cobertura ao vivo de um evento, para notícias, para falar sobre si mesmo (a proposta inicial), para comunicação entre integrantes de um grupo de trabalho, para escrever uma história de ficção experimental em trechos de 140 caracteres, para fazer perguntas (embora os demais usuários do Twitter tenham a tendência a crer que toda e qualquer pergunta é meramente retórica), como um miniblog genérico (dá até para postar links), enfim, há uma infinidade de possibilidades. E todas elas requerem uma readaptação por parte do usuário ainda não acostumado a reduzir frases e idéias complexas a apenas 140 caracteres.

Um uso interessante possível para o Twitter é estabelecer diálogos coletivos de modo assíncrono. Para isso, basta colocar uma @ antes do nome do usuário para quem se quer dirigir uma determinada atualização e essa pessoa será notificada da nova mensagem. Assim, embora na prática não haja a possibilidade de se adicionar comentários a uma determinada postagem – como nos blogs –, o Twitter consegue manter a possibilidade de conversação entre indivíduos a partir do envio de mensagens direcionadas.

O Twitter tem a plataforma aberta, o que significa que qualquer um pode utilizar o código do sistema para buscar usos criativos. Há uma infinidade de sites e programas derivados do Twitter. Um exemplo é o TwitterDigest, que permite criar feeds de periodicidade diária a partir das atualizações de um número limitado de usuários (é possível, por exemplo, reunir as atualizações de mais de um jornal no Twitter em um mesmo feed). Há também o Twittervision, que se propõe a situar as últimas atualizações ao redor do mundo em um mapa mundi.

Um breve "alerta"

Desde o final de agosto, está no ar o ReporTwitters, um site dedicado a jornalistas que queiram utilizar o Twitter como ferramenta de trabalho. A idéia é mostrar os bastidores da produção da notícia através do Twitter, ou então usar o próprio Twitter como meio para encontrar e entrevistar fontes espalhadas pelo mundo.

Empresas jornalísticas que já utilizam o Twitter para transmitir notícias incluem o New York Times, a CNN, nos Estados Unidos, e o BBCBrasil e iG, no Brasil.

O serviço de bombeiros de Los Angeles utiliza o Twitter para manter as pessoas informadas sobre incêndios. Trata-se de um uso interessante, considerando-se a possibilidade de integração do Twitter com celulares.

Na Argentina, desde o dia 20 de setembro está no ar o jornal 20palabras.com. Inspirado no sistema de publicação do Twitter, a proposta é publicar notícias que tenham no máximo 20 palavras. Para isso, o jornal conta com uma redação descentralizada – e a proposta de enviar notícias a partir do local de acontecimento do fato, por dispositivos móveis (como PDAs e smartphones) ou pela própria web.

Já o jornal 20minutos, da Espanha, resolveu inovar e criar seu próprio serviço de micropostagens –, limitado a 150 caracteres e com grandes semelhanças com o Twitter.
Os microblogs aparecem ainda no topo do news diamond, como primeiro passo da produção jornalística para a internet na proposta de redação jornalística para o século 21 feita por Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog. A idéia é a de que microblogs possibilitam que se transmita um breve "alerta" sobre o acontecimento de algum fato que, posteriormente, poderá ser desenvolvido na forma de postagem de blog, ou notícia.

Um potencial inegável

É fundamental aprender bem as regras de funcionamento do Twitter para poder explorar a ferramenta ao máximo. O destaque fica por conta da simplicidade. Os comandos são simples, e podem ser usados a partir do celular, de um programa de mensagens instantâneas (como o Google Talk) ou pela web. Para acessar na web do celular, basta apontar o navegador para m.twitter.com. SMS e IM podem ser configurados a partir do site do Twitter. Por enquanto, ainda não há um número de SMS no Brasil para fazer as atualizações, o que acaba encarecendo um pouco o uso do Twitter por essa via.

Talvez o Twitter não seja o microblog mais eficiente que existe. Há outros microblogs por aí e em todos eles é possível observar alguma utilização para fins jornalísticos. De qualquer modo, o potencial jornalístico dos microblogs é inegável, em especial para a cobertura de fatos e eventos que estejam acontecendo no momento, visto que as atualizações podem ser transmitidas em tempo real e de forma econômica e descentralizada.

Fonte: Por Gabriela da Silva Zago em 25/9/2007 - Observatório da Imprensa

Piauí, uma revista sem gravata









Na primeira semana do mês de outubro do ano passado chegava às bancas uma nova publicação. Editada mensalmente, a piauí pretendia preencher um nicho do mercado de revistas, ocupado principalmente por notícias factuais ou temas segmentados, como a cultura. A revista pretendia ser um espaço para reportagens, perfis, ensaios, crônicas, diários e texto ficcionais. A condição para uma matéria ser publicado era simples: uma boa história, bem narrada.

Um ano depois do lançamento da revista, o Observatório da Imprensa na TV, exibido na terça-feira (2/10), trouxe uma entrevista de Alberto Dines com o editor da piauí, o documentarista João Moreira Salles, para um balanço deste período. Idealizador da publicação, Salles é formado em Economia e pretende dedicar-se mais dois anos exclusivamente à revista, até que ela possa "caminhar com as próprias pernas".

Antes do final de cada bloco do programa foi exibida uma entrevista gravada. Na primeira delas, o publicitário Washington Olivetto afirmou acreditar que o resultado comercial da revista no primeiro ano foi melhor do que o previsto inicialmente. Mario Sergio Conti, diretor de redação da piauí, explicou que as matérias publicadas na revista surgem a partir da iniciativa de cada colaborador. Para Conti, quando a pessoa sugere a matéria, ela fica mais interessante. O jornalista Luis Nassif, que está escrevendo uma biografia do banqueiro Walther Moreira Salles, pai de Walter Salles Jr, João Moreira Salles e Pedro Moreira Salles, falou sobre os valores da "família mineira" passados pelo patriarca e contou que a babá que ajudou a criá-los os colocou "em contato com o povo, com o mundo".

Dines abriu o programa com uma pergunta sobre o nome da revista. Salles contou que o título é "insensato no bom sentido", não tem nenhum significado. Durante o último ano do processo de criação, o grupo que elaborava a revista cogitou vários nomes, mas não conseguiu entrar em acordo. "É um nome afetivo, cheio de vogais. Eu acho a sonoridade bonita, ele é bonito também quando é escrito. É um nome pelo qual você pode se afeiçoar", explicou.

O título não é uma referência ao estado do Piauí, na região nordeste do país, mas Salles confirmou que a revista tem a proposta de tratar de temas fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília. O editor informou que a revista foi bem recebida em Teresina, capital piauiense, e disse que esta é a única revista que cobre o Piauí. "Algumas pessoas publicaram que pudesse ser uma brincadeira, uma galhofa. De jeito nenhum, a revista é séria", disse.

Sem a pressa do deadline

O estilo sereno da revista é reflexo da personalidade de João Moreira Salles. "Eu não queria uma revista para ficar gritando, urrando", contou. O editor ressaltou que o gênero "estridente" tem o seu espaço e que é importante existir uma imprensa que "grite". Apesar de não ter a premência da notícia urgente, a revista não é apolítica, ela toma posições. O diferencial da revista, na visão do editor, é que ela pode ser mais lenta dos que as outras, pois a equipe tem mais tempo para escrever e apurar.

Salles acredita que o sucesso da publicação é uma resposta a quem duvidou do projeto por acreditar que toda leitura deveria ser, necessariamente, utilitária. O editor contou que se sentia órfão de uma revista com esse perfil, e surpreendeu-se ao encontrar um número muito maior de pessoas que também gostariam de ler uma revista como a piauí. Antes do lançamento, Salles consultou informalmente alguns profissionais do mercado editorial. As previsões mais pessimistas avaliaram em 5 mil o número de possíveis leitores de uma revista com o perfil da piauí. Outros acreditaram que esse número poderia chegar a 12 mil. Hoje, a piauí circula entre 35 e 37 mil exemplares, dos quais 16 mil para assinantes.

O editor de piauí lembrou que a indústria publicitária recebeu o produto com cautela, mas disse que entende a reação do meio porque não havia um leitor-padrão definido. Salles esclareceu que, voluntariamente, não encomendou nenhuma pesquisa para definir qual seria o público-alvo da revista: "Quando você faz uma pesquisa e define quem é o seu leitor, você acaba fazendo uma revista para este leitor. Aí, você deixa de surpreendê-lo", disse.

Com o tempo, as agências perceberam que o leitor do produto não poderia ser definido por critérios como idade, gênero ou renda. Para Salles, é possível afirmar que a maioria deles tem nível superior, é curioso, tem o hábito de freqüentar livrarias e gosta de ler. "É alguém com quem o mercado publicitário quer falar", afirmou. A edição de aniversário tem cerca de 30 páginas de anúncios, num total de 78 páginas, o que poderia ser uma mostra da confiança do mercado. Salles frisou que, como qualquer outra operação econômica, a revista precisa ser bem-sucedida porque não é subsidiada.

"A graça da piauí é que ela é quase inventada do zero a cada número", disse. A revista não tem colunista nem é dividida por editorias. Os assuntos não precisam estar presentes em todas as edições, o que torna a revista maleável. Dines então perguntou sobre a organização da revista. Salles disse que o fato de a redação da piauí ser pequena – são apenas três salas interligadas – facilita a conversa e o "trânsito de idéias". Apesar de não haver uma hierarquia rígida, a edição final da revista fica a cargo de Mario Sergio Conti: "É ele quem decide o que entra na revista. Os textos são bastante editados, o que é uma das características da piauí".

Inspirações e modelos

Salles contou que os colaboradores da revista nunca fizeram uma reunião de pauta. Cada um sugere a matéria diretamente a Conti, e este avalia. Os jornalistas Dorrit Harazim e Marcos Sá Correa também editam o material que será publicado. "É uma redação pequena, de pessoas que, depois de um ano, se dão muito, muito bem. É um bom lugar para trabalhar. As pessoas se sentem muito próximas, são amigas." Salles contou que sentia falta de um ambiente desse tipo para trabalhar porque o trabalho como documentarista é mais solitário.

O formato da revista sofreu influência de publicações que o editor leu ao longo da vida, como a norte-americana The New Yorker, mas que não copia nenhum modelo. Salles disse que formato é original e que não existe uma revista parecida com a piauí dentro ou fora do país. "Toda revista que conseguiu exalar o ar de seu tempo conseguiu porque foi original", comentou. Alguns exemplos que o editor citou são os periódicos Pasquim, Senhor, Realidade e Veja e os jornais Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil. "Se você tentar reproduzir um modelo, você quebrou a cara", disse.

Dines abordou a influência do jornalismo narrativo – gênero surgido nos anos 1950 nos Estados Unidos, que mistura a narrativa jornalística com a literária – na carreira de Salles, que afirmou que o estilo marcou tanto a sua trajetória como documentarista quanto a experiência à frente da revista. Os escritores Joseph Mitchell e Lilian Ross foram citados pelo editor como os expoentes do new journalism que mais o marcaram.

Para Salles, os textos da publicação são muito diferentes entre si e não tentam imitar o new journalism. A tensão narrativa seria o fator em comum entre os textos, que não têm lead e sublead. Para o editor, a reportagem é boa quando o leitor chega ao final de uma história sobre um assunto que não lhe interessava ao começar a ler. "Qualquer assunto bem narrado é um assunto interessante", avaliou. O editor ressaltou que, ao contrario da idéia de que todos os artigos da revista são muito longos, os textos têm apenas o tamanho que precisam ter para contar determinada história – e que há um equilíbrio entre os mais longos e os menores.

Os investimentos e custos da revista também foram comentados no programa. Dines chamou a atenção para uma matéria que Salles escreveu sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para fazer a reportagem, Salles viajou para a Europa e os Estados Unidos acompanhando o ex-presidente por cerca de 15 dias. O editor contou que a revista foi planejada para comportar este tipo de investimento, que freqüentemente enviará colaboradores para fora do país, e explicou que algumas matérias feitas no Brasil também precisam de investimento porque demoram meses para ser apuradas e escritas. "Se você coloca isso na ponta do lápis, é caro. A aposta é que isso se dilua com o tempo", disse. O editor frisou que nenhuma reportagem da revista é feita sem que o autor saia da redação.

Cultura na piauí

Assuntos como teatro e arquitetura estão presentes na revista, que opta por publicar poucos ensaios por ser, essencialmente, uma revista de reportagem. A cultura poderia, por exemplo, ser contemplada por meio do perfil jornalístico de um dramaturgo ou cineasta.

Salles criticou o vício da imprensa cultural de tratar cultura como furo jornalístico. A lógica de publicar antes dos concorrentes valeria para notícias, mas não para cultura. "Essa pressa gera resenhas superficiais e apressadas. Se amanhã o Joyce lançasse o Ulisses, as pessoas teriam que ler em duas horas para fazer a resenha", disse, a respeito da obra do escritor irlandês James Joyce, publicada em 1922, e que tem cerca de 800 páginas. Para Salles, o que importa é ler "a grande resenha", mesmo que depois do lançamento. Também criticou as entrevistas de perguntas e repostas curtas, as que o jargão chama de "pingue-pongue", e os repórteres que fazem as entrevistas com as e perguntas prontas, sem diálogo com o entrevistado.

João Moreira Salles revelou que quando a revista foi criada havia pressão para editá-la em São Paulo, onde estaria a maior parte da grande imprensa, dos possíveis leitores e do mercado publicitário; mas que optou por publicá-la no Rio de Janeiro, onde sempre viveu. Salles acha que a piauí tem características parecidas com a cidade: "Ela não se leva a sério, ela é divertida, ela não é sisuda. Não usa terno e gravata, ela quase usa bermuda".

Fonte: Por Lilia Diniz em 3/10/2007 - Observatório da Imprensa

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Programação para o 2GQ

O Livro pedido para o 2GQ será:
"Relato de um Náufrago" de Gabriel García Márquez.

Comentário: Palavras que sabem a mar. Cristalinas, límpidas, daquelas que não enganam. Nem têm porquê. Se a história não surpreende, a estória por detrás da história é bem menos pueril. Colômbia é o país; Bogotá a cidade. Com o 28 de Fevereiro de 1955 chega a notícia de oito marinheiros caídos ao mar. Algumas semanas depois, Gabriel García Marquéz, então jornalista do El Espectador, recebe o “presente envenenado” das mãos do director, Guillermo Cano.Era o homem-que-não-morre-nem-à-deriva-durante-dez-dias. Era um pobre diabo. Era o marinheiro com nome de matador de toiros: Luís Alejandro Velasco. Publicado em episódios por aquele jornal, o relato refeito da experiência de Luís Alejandro – o náufrago – foi lido por milhares. As tiragens dispararam; venderam-se jornais como hoje só é possível com a oferta de pochetes, talheres e acessórios afins.

Programação para o 2 GQ

- Escolha de Tema para o Desenvolvimento dos Blogs
- Elaboração de um Projeto

- Elaboração de Textos para Blogs
- Produção de Blogs
- Resenha e Prova do Livro Relato de Um Náufrago








Programaçao 02/10/07

Programação da Semana das Turmas Tl3 e Wl3

Dia 02 de outubro de 2007 - Terça-Feira

Assinatura da Ata - 1GQ
Prova Oral: O Livreiro do Cabul

Dia 05 de outubro de 2007 - Sexta-Feira

Prova de 2ª Chamada
Assinatura da Ata
Prova Oral - O Livreiro de Cabul

Entrevista - Verbos



















ENTREVISTA JORNALÍSTICA: VERBOS E LOCUÇÕES VERBAIS

Emprego dos discursos direto e indireto no texto da entrevista
Pesquisa: Professora Drª. JOANITA MOTA DE ATAIDE

Emprego de verbos declarativos ou dicendi em matérias do jornalismo brasileiro contemporâneo, elaboradas com base em entrevistas. Pesquisamos em jornais e revistas de diferentes naturezas e periodicidades, durante as décadas de 80 (segunda metade) e de 90. O resultado acha-se no glossário de mais de 300 verbos, abaixo.

1 Classificação:
Othon M. Garcia (1986, p.129ss) adota uma classificação dupla para os verbos usados nos diálogos, encontrados na literatura de ficção (romances, contos), dos quais a entrevista jornalística faz amplo emprego. O narrador pode optar pelo discurso direto – transcrição da fala do interlocutor – ou pelo discurso indireto – isto é, a transmissão da essência do pensamento do entrevistado.

1.1– Classe: Verbos declarandi ou dicendi (de declaração)

1.1.1– Definição: São os verbos de elocução. A elocução refere-se à maneira pela qual alguém se expressa, quais palavras usa para fazê-lo.

1.1.2– Áreas semânticas: (GARCIA, 1986, p.131)

DIZER – afirmar, declarar;
PERGUNTAR – indagar, interrogar;
RESPONDER – retrucar, replicar;
CONTESTAR – negar, objetar;
CONCORDAR – assentir, anuir;
EXCLAMAR – gritar, bradar;
PEDIR – solicitar, rogar;
EXORTAR – animar, aconselhar;
ORDENAR – mandar, determinar.

1.2– Classe : Verbos sentiendi ou de sentir (assim chamados, por analogia aos dicendi).

1.2.1– Definição: Esses verbos são vicários ou variações dos verbos de elocução, pois fazem as vezes destes. Ou seja: do ponto de vista lógico-sintático presumem a existência de um legítimo dicendi oculto. Mas, como variação dos dicendi, expressam a carga de afetividade presente na língua falada.

1.2.2– Áreas semânticas: Expressam estado de espírito, reação psicológica, emoções, atitudes, gestos, etc. Ex. (Othon Garcia, op. cit.): GEMER, SUSPIRAR, LAMENTAR(SE), QUEIXAR-SE, EXPLODIR, ENCAVACAR, etc.

1.3– Funções:

1.3.1– Indicar o interlocutor que está com a palavra.
1.3.2– Permitir a adjunção de orações adverbiais (quase sempre reduzidas de gerúndio) ou expressões de valor adverbial, com que o narrador sublinha a fala das personagens, anotando-lhes a reação física ou psíquica. Em síntese, a função dos verbos dicendi é retratar o comportamento – em determinada circunstância - ou mesmo o caráter das personagens.
Ex.: “Eu tenho aqui uma lista de nomeações do PL para encaminhar”, disse Costa Neto entregando... Hargreaves não titubeou. Sem olhar a lista, foi logo prometendo: “Pode deixar comigo. Vou examinar com todo carinho”. (IstoÉ, 2.6.1993, no. 1235, p.21)
Segue glossário de verbos dicendi e sentiendi.

Abordar; Admirar-se; Ajustar; Ameaçar; Acentuar; Admitir;
Alardear; Amenizar;Aconselhar; Admoestar; Alegrar-se;
Anotar; Acreditar; Advertir; Alertar; Analisar; Acrescentar;
Alegar; Alfinetar; Animar(se); Acusar; Afirmar; Aludir;
Antever; Adiantar; Ajuntar; Alinhar; Anuir; Anunciar;
Compreender; Denunciar; Endossar; Apontar;

Comprometer-se; Deplorar; Depor; Enfatizar; Apostar;
Comprovar; Derramar-se; Enfocar; Apregoar;
Comunicar; Desabafar; Engatilhar; Argüir;
Conclamar; Desafiar; Ensinar; Arriscar; Concluir;

Desarmar-se; Entender; Argumentar; Concordar;
Descansar; Entusiasmar-se; Arrematar; Condenar;
Descartar; Enumerar; Arrolar; Confessar;
Escobrir; Esbravejar; Assegurar; Confiar; Desconfiar;

Escandalizar-se; Asseverar; Confidenciar;
Desculpar-se;Escapar; Assinalar; Confirmar;
Desdenhar. Ensinar; Gritar; Ponderar;
Esclarecer; Assustar-se; Confundir-se; Desenvolver;
Entender; Historiar; Precisar; Esconjurar; Atacar;
Congratular-se; Desesperar-se; Espantar-se; Atestar;
Conjecturar; Desmentir; Esquivar-se; Atribuir;
Consolar-se; Destacar; Estabelecer; Avaliar; Constatar;
Determinar; Estimar; Avisar; Contabilizar; Devolver;
Evidenciar; Balbuciar; Contar; Diagnosticar; Exagerar;
Bradar; Contemporizar; Discordar; Exclamar;
Bravatear; Contestar; Discorrer; Exemplificar;
Brincar; Contra-atacar; Discursar; Exigir; Eximir-se;

Calcular; Contradizer; Disfarçar; Exortar; Explanar;
Censurar; Contrapor-se; Disparar; Explicar;
Chamar a atenção; Credenciar-se; Distinguir;

Explicitar; Citar; Crer; Divertir-se; Explodir;
Classificar; Criticar; Dizer; Expor; Cobrar;
Decepcionar-se; Elogiar; Expressar-se; Comemorar;

Declarar(se); Elucidar; Exprimir-se; Comentar;
Defender(se); Emendar; Extasiar-se;
Comparar; Definir(se); Emocionar-se; Externar;

Complementar; Deixar escapar; Encavacar; Exultar;
Completar; Demonstrar; Encerrar; Falar; Fazer coro;
Mentalizar; Raciocinar; Resumir; Festejar; Minimizar;
Reafirmar; Retrucar; Filosofar; Mostrar; Reagir; Revelar;

Finalizar; Murmurar; Rebater; Revidar; Frisar; Narrar;
Negar; Receitar; Revoltar-se; Fulminar; Nomear; Notar;
Reclamar; Rezar; Gabar-se; Objetar; Recompor-se; Rugir;
Garantir; Observar; Reconhecer; Sacramentar; Gemer;
Gritar; Opinar; Recordar(se); Salientar; Hiperbolizar;
Ordenar; Redimir-se; Segredar; Historiar; Ordenar;
Refazer-se; Sentenciar; Identificar; Orgulhar-se;

Refletir; Simplificar; Ilustrar; Pedir; Reforçar; Sintetizar;
Imaginar; Penitenciar-se; Regalar-se; Solicitar;
Incentivar; Pensar; Registrar; Sonhar; Indagar;
Perguntar(se); Regozijar-se; Sublinhar; Indicar;
Ponderar; Rejeitar; Sugerir; Indignar-se; Precisar;
Rejubilar-se; Supor; Informar; Preconizar;
Relacionar; Suspirar; Insistir; Predizer; Relatar;
Sussurrar; Interpretar; Pregar; Relativizar; Sustentar;
Interrogar; Preocupar-se; Relembrar(se); Tachar; Temer;
Ir (mais) além; Prever; Rememorar; Teorizar;

Ironizar; Irritar-se; Proclamar; Replicar;
Terminar; Isentar-se; Profetizar; Resguardar-se;
Testemunhar; Jurar; Prognosticar; Resignar-se;

Titubear; Justificar(se); Propor; Resistir; Transmitir;
Lamentar(se); Propugnar; Resmungar; Trombetear;
Lamuriar-se; Prosseguir; Responder; Vaticinar Lembrar(se);
Protestar; Responsabilizar-se; Ver; Viajar; Limitar-se a dizer;
Provocar; Ressaltar; Vibrar; Manifestar-se; Queixar-se;

Ressalvar; Vociferar; Maravilhar-se;
Questionar; Ressentir-se; Zombar;

2 VERBOS E PRONOMES NOS DISCURSOS DIRETO E INDIRETO

2.1– Salvo em casos excepcionais, há correspondência regular entre os tempos e os modos verbais. Assim, quando o verbo da fala está no presente do indicativo e o da oração justaposta, no pretérito perfeito, o primeiro verbo vai para o pretérito imperfeito do indicativo, mas o segundo não sofre alteração.

DISCURSO DIRETO
DISCURSO INDIRETO


– Vou realizar muitos projetos neste ano, disse-lhe.
Disse-lhe que iria realizar muitos projetos naquele ano.

OBS.: Caso a ação declarada na oração integrante (discurso indireto) perdure no momento em que se fala, o verbo mantém-se no presente do indicativo: “Disse-lhe que estou com preguiça neste ano”. O demonstrativo – neste – permanece também inalterado.

2.2– Se ambos os verbos – o da fala e o da oração justaposta – se acham no presente do indicativo, assim permanecem no discurso indireto; o mesmo ocorre com o pronome (demonstrativo):

DISCURSO DIRETO
DISCURSO INDIRETO

– Estou sem planos neste ano, diz-lhe.
Ele diz que está sem planos neste ano.

OBS.: O verbo dicendi vem no presente do indicativo somente quando há um mediador entre o autor da fala e o destinatário do texto.

3– POSIÇÃO DO VERBO DICENDI /SENTIENDI

3.1– No Discurso Direto de moldes tradicionais (que vigoraram até o início da escola realista), o verbo dicendi vem no meio ou no fim da fala, e excepcionalmente antes.

3.2– No jornalismo contemporâneo, encontramos mais freqüentemente o verbo dicendi/sentiendi no fim das frases. Essa localização se deve ao fato de as frases reproduzidas serem de pequena extensão.
Ex.: “Todo mundo diz que as fofocas saem do Palácio”, disse Corrêa. (IstoÉ, 2.6.1993, no. 1235, p.21)

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. Aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 13.ed. Rio de Janeiro: FGV, 1986. (Biblioteca de Administração Pública, 14)

Dicas de Redação e Estilo 5


41 - Informações paralelas a um fato contribuem para enriquecer a sua descrição. Se o presidente dorme durante uma conferência, isso é notícia; idem se ele tira o sapato, se fica conversando enquanto alguém discursa, se faz trejeitos, etc. Trata-se de detalhes que quebram a monotonia de coberturas muito áridas, como as oficiais, especialmente.

42 - Registre no texto as atitudes ou reações das pessoas, desde que significativas: mostre se elas estão nervosas, agitadas, fumando um cigarro atrás do outro ou calmas em excesso, não se deixando abalar por nada. Em matéria de ambiente, essas indicações permitem que o leitor saiba como os personagens se comportavam no momento da entrevista ou do acontecimento.

43 - Trate de forma impessoal o personagem da notícia, por mais popular que ele seja: a apresentadora Xuxa ou Xuxa, apenas (e nunca a Xuxa), Pelé (e não o Pelé), Piquet (e não o Piquet), Ruth Cardoso (e não a Ruth Cardoso), etc.

44 - Sempre que possível, mencione no texto a fonte da informação. Ela poderá ser omitida se gozar de absoluta confiança do repórter e, por alguma razão, convier que não apareça no noticiário. Recomenda-se, no entanto, que o leitor tenha alguma idéia da procedência da informação, com indicações como: Fontes do Palácio do Planalto... / Fontes do Congresso... / Pelo menos dois ministros garantiram ontem que..., etc.

45 - Na primeira citação, coloque entre parênteses o nome do partido e a sigla do Estado dos senadores e deputados federais: o senador João dos Santos (PSDB-RS), o deputado Francisco de Almeida (PFL-RJ). No caso dos deputados estaduais de São Paulo e dos vereadores paulistanos, mencione entre parênteses apenas a sigla do partido.

46 - O Estado não admite generalizações que possam atingir toda uma classe ou categoria, raças, credos, profissões, instituições, etc.

47 - Um assunto muito sugestivo ou importante resiste até a um mau texto. Não há, porém, assunto mediano ou meramente curioso que atraia a atenção do leitor, se a notícia se limitar a transcrever burocraticamente e sem maior interesse os dados do texto.

48 - Em caso de dúvida, não hesite em consultar dicionários, enciclopédias, almanaques e outros livros de referência. Ou recorrer aos especialistas e aos colegas mais experientes.

49 - Veja alguns exemplos de textos noticiosos objetivos, simples e diretos, constituídos de frases curtas e incisivas (todos eles saíram no Estado como chamadas de primeira página):

Os juros passaram a ser fator importante para os consumidores dispostos a fazer compras neste fim de ano. Dos 261 paulistanos ouvidos pelo InformEstado, 82,8% disseram que vão gastar menos no Natal em relação ao ano passado. O alto custo do financiamento das compras foi apontado por 34,5% dos entrevistados como motivo básico para a decisão. O comércio e a indústria reduziram as margens de lucro, o governo atenuou as restrições ao crédito e o mercado oferece produtos mais baratos que no último Natal, mas os juros pesam.

A sonda liberada pela nave Galileu mergulhou ontem por cerca de 75 minutos na atmosfera de Júpiter, até ser pulverizada pela pressão dos gases que constituem o planeta. Foi a primeira vez que um equipamento terrestre chegou a um dos grandes planetas distantes do sistema solar. A cápsula enviou informações sobre a temperatura e a composição química de Júpiter.

O governo pretende retirar do Congresso o projeto de reforma da Previdência e reapresentá-lo em duas partes. Uma vai incluir os pontos em que existe consenso entre os parlamentares e a outra, só os temas polêmicos, como os que tratam dos servidores públicos, militares e professores. O presidente Fernando Henrique Cardoso passou ao seu vice, Marco Maciel, a tarefa de analisar os efeitos políticos da decisão, depois que o ministro da Previdência foi afastado das negociações.

Irrequieto, Carlos Nunzio sugeria chamar-se César e levava no bolso uma sovela, instrumento pontiagudo usado pelos sapateiros. Logo despertou a suspeita da polícia e foi preso anteontem como o possível "maníaco do estilete", que já atacou sete mulheres na zona Leste. Na delegacia, os policiais o filmaram e exibiram o teipe às vítimas. Mas nenhuma o identificou e Carlos foi libertado ontem à tarde.

A tradicional chuva de papel picado que encerra o ano na Bolsa de Valores de São Paulo teve clima de festa para os operadores, mas de melancolia para os aplicadores. Os investimentos em ações acusaram perda real de 16,7% e a comemoração foi dos que optaram pela renda fixa. Os CDBs, em primeiro lugar, renderam 25,89% acima da inflação.

As cidades e as praias ganham nova vida com o verão, que começa oficialmente hoje às 6h18. A moda impõe modelos arrojados às mulheres, com ombros e costas de fora. A minissaia também faz parte do visual de São Paulo e outras capitais. No Rio, Santos, Guarujá, Ubatuba, Bertioga e outros pontos preferidos dos veranistas, é tempo de biquíni, saladas, sorvete e alegria.

Frank Sinatra, cantor que embalou três gerações, completa 80 anos terça-feira. Apelidado simplesmente de A Voz, imitava Bing Crosby, mas superou o ídolo. Ganhou 1 disco de multiplatina, 1 de platina e 21 de ouro. Fez filmes, venceu um Oscar. Foi amigo de John Kennedy e do gângster Lucky Luciano. Teve mulheres fantásticas. Viveu. My Way é a música que o representa.

Sensível às mudanças de ventos, ansiosa e arrogante ao mesmo tempo, a França funciona como um pisca-alerta. Suas crises indicam sempre que as sociedades estão dando alguma virada. As greves monumentais que lançam às ruas do país 1 milhão de manifestantes podem significar uma dolorosa entrada de toda a Europa numa nova etapa da modernidade.

Hoje é o dia em que Cannes vai parar. À espera de um olhar. Ou de um sorriso. Não pelo filme, Milagro. Mas pelo diretor, Robert Redford. Um outsider. Na tela, uma Pasionaria: Sônia Braga.

Veja, ao contrário, três parágrafos de sete linhas cheias sem nenhum ponto e repletos de intercalações que dificultam a seqüência normal da leitura:
O fazendeiro e piloto de aviões Carlos de Almeida Valente, que mora na cidade de Prateados, no extremo norte do País, apontado pela Polícia Federal como um dos reis do contrabando e transportando em seus aviões bimotores e turbinados mais de 70% das mercadorias contrabandeadas dos Estados Unidos e Paraguai para o Brasil, terá seus negócios financeiros investigados pela Receita Federal, que fará completa devassa nas suas empresas.

A esperada divulgação, na noite de sexta-feira, do INPC de janeiro, que, pela primeira vez em quase 20 meses, voltou a ser utilizado como parâmetro para a correção de um agente econômico - no caso, os salários - e que apresentou uma variação recorde de 35,48%, veio confirmar o que já se temia: os níveis de recomposição dos salários, que pela fórmula aprovada pelo Congresso Nacional vão variar de apenas 1,51% a 7,48%, não são suficientes sequer para fazer frente à inflação real de fevereiro.

De sua casa, no elegante bairro de Beverly Hills, o papa da psicologia esportiva norte-americana, mais de 40 livros publicados, traduzido até para o russo ainda em plena época da guerra fria, o dr. Briant Cratty, orientador do grupo de psicólogos da equipe olímpica de Tio Sam, levantou da poltrona e, numa ligação para o ginásio onde a seleção do país gastava as últimas energias em jogo que não influiria na sua colocação, mandou chamar o especialista que cuidava do vôlei e foi direto ao assunto.

Fonte: Manual de Redação e Estilo do Estado de São Paulo

Dicas de Redação e Estilo 4

31 - Proceda como se o seu texto seja o definitivo e vá sair tal qual você o entregar. O processo industrial do jornal nem sempre permite que os copies, subeditores ou mesmo editores possam fazer uma revisão completa do original. Assim, depois de pronto, reveja e confira todo o texto, com cuidado. Afinal, é o seu nome que assina a matéria.

32 - O recurso à primeira pessoa só se justifica, em geral, nas crônicas. Existem casos excepcionais, nos quais repórteres, especialmente, poderão descrever os fatos dessa forma, como participantes, testemunhas ou mesmo personagens de coberturas importantes. Fique a ressalva: são sempre casos excepcionais.

33 - Nas notícias em seqüência (suítes), nunca deixe de se referir, mesmo sumariamente, aos antecedentes do caso. Nem todo leitor pode ter tomado conhecimento do fato que deu origem à suíte.

34 - A correção do noticiário responde, ao longo do tempo, pela credibilidade do jornal. Dessa forma, não dê notícias apressadas ou não confirmadas nem inclua nelas informações sobre as quais você tenha dúvidas. Mesmo que o texto já esteja em processo de composição, sempre haverá condições de retificar algum dado impreciso, antes de o jornal chegar ao leitor.

35 - A correção tem uma variante, a precisão: confira habitualmente os nomes das pessoas, seus cargos, os números incluídos numa notícia, somas, datas, horários, enumerações. Com isso você estará garantindo outra condição essencial do jornal, a confiabilidade.

36 - Nas versões conflitantes, divergentes ou não confirmadas, mencione quais as fontes responsáveis pelas informações ou pelo menos os setores dos quais elas partem (no caso de os informantes não poderem ter os nomes revelados). Toda cautela é pouca e o máximo cuidado nesse sentido evitará que o jornal tenha de fazer desmentidos desagradáveis.

37 - Quando um mesmo assunto aparecer em mais de uma editoria no mesmo dia, deverá haver remissão, em itálico, de uma para outra: Mais informações sobre o assunto na página... / A repercussão do seqüestro no Brasil está na página... / Na página... o prefeito fala de sua candidatura à Presidência. / Veja na página... as reações econômicas ao discurso do presidente.

38 - Se você tem vários originais para reescrever, adote a técnica de marcar as informações mais importantes de cada um deles. Você ganhará tempo e evitará que algum dado relevante fique fora do noticiário.

39 - Nunca deixe de ler até o fim um original que vá ser refeito. Mesmo que você tenha apenas 15 linhas disponíveis para a nota, a linha 50 do texto primitivo poderá conter informações indispensáveis, de referência obrigatória.

40 - Preocupe-se em incluir no texto detalhes adicionais que ajudem o leitor a compreender melhor o fato e a situá-lo: local, ambiente, antecedentes, situações semelhantes, previsões que se confirmem, advertências anteriores, etc.

Fonte: Manual de Redação e Estilo do Estado de São Paulo

Dicas de Redação e Estilo 3

21 - Lembre-se de que o jornal expõe diariamente suas opiniões nos editoriais, dispensando comentários no material noticioso. As únicas exceções possíveis: textos especiais assinados, em que se permitirá ao autor manifestar seus pontos de vista, e matérias interpretativas, em que o jornalista deverá registrar versões diferentes de um mesmo fato ou conduzir a notícia segundo linhas de raciocínio definidas com base em dados fornecidos por fontes de informação não necessariamente expressas no texto.

22 - Não use formas pessoais nos textos, como: Disse-nos o deputado... / Em conversa com a reportagem do Estado... / Perguntamos ao prefeito... / Chegou à nossa capital... / Temos hoje no Brasil uma situação peculiar. / Não podemos silenciar diante de tal fato. Algumas dessas construções cabem em comentários, crônicas e editoriais, mas jamais no noticiário.

23 - Como norma, coloque sempre em primeiro lugar a designação do cargo ocupado pelas pessoas e não o seu nome: O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso... / O primeiro-ministro John Major... / O ministro do Exército, Zenildo de Lucena... É em função do cargo ou atividade que, em geral, elas se tornam notícia. A única exceção é para cargos com nomes muito longos. Exemplo: O engenheiro João da Silva, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi), garantiu ontem que...

24 - Você pode ter familiaridade com determinados termos ou situações, mas o leitor, não. Por isso, seja explícito nas notícias e não deixe nada subentendido. Escreva, então: O delegado titular do 47º Distrito Policial informou ontem..., e não apenas: O delegado titular do 47º informou ontem.

25 - Nas matérias informativas, o primeiro parágrafo deve fornecer a maior parte das respostas às seis perguntas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por quê. As que não puderem ser esclarecidas nesse parágrafo deverão figurar, no máximo, no segundo, para que, dessa rápida leitura, já se possa ter uma idéia sumária do que aconteceu.

26 - Não inicie matéria com declaração entre aspas e só o faça se esta tiver importância muito grande (o que é a exceção e não a norma).

27 - Procure dispor as informações em ordem decrescente de importância (princípio da pirâmide invertida), para que, no caso de qualquer necessidade de corte no texto, os últimos parágrafos possam ser suprimidos, de preferência.

28 - Encadeie o lead de maneira suave e harmoniosa com os parágrafos seguintes e faça o mesmo com estes entre si. Nada pior do que um texto em que os parágrafos se sucedem uns aos outros como compartimentos estanques, sem nenhuma fluência: ele não apenas se torna difícil de acompanhar, como faz a atenção do leitor se dispersar no meio da notícia.

29 - Por encadeamento de parágrafos não se entenda o cômodo uso de vícios lingüísticos, como por outro lado, enquanto isso, ao mesmo tempo, não obstante e outros do gênero. Busque formas menos batidas ou simplesmente as dispense: se a seqüência do texto estiver correta, esses recursos se tornarão absolutamente desnecessários.

30 - A falta de tempo do leitor exige que o jornal publique textos cada dia mais curtos (20, 40 ou 60 linhas de 70 toques, em média). Por isso, compete ao redator e ao repórter selecionar com o máximo critério as informações disponíveis, para incluir as essenciais e abrir mão das supérfluas. Nem toda notícia está jornalisticamente tão bem encadeada que possa ser cortada pelo pé sem maiores prejuízos. Quando houver tempo, reescreva o texto: é o mais recomendável. Quando não, vá cortando as frases dispensáveis.

Fonte: Manual de Redação e Estilo do Estado de São Paulo

Dicas de Redação e Estilo 2

11 - Nunca se esqueça de que o jornalista funciona como intermediário entre o fato ou fonte de informação e o leitor. Você não deve limitar-se a transpor para o papel as declarações do entrevistado, por exemplo; faça-o de modo que qualquer leitor possa apreender o significado das declarações. Se a fonte fala em demanda, você pode usar procura, sem nenhum prejuízo. Da mesma forma traduza patamar por nível, posicionamento por posição, agilizar por dinamizar, conscientização por convencimento, se for o caso, e assim por diante. Abandone a cômoda prática de apenas transcrever: você vai ver que o seu texto passará a ter o mínimo indispensável de aspas e qualquer entrevista, por mais complicada, sempre tenderá a despertar maior interesse no leitor.

12 - Procure banir do texto os modismos e os lugares-comuns. Você sempre pode encontrar uma forma elegante e criativa de dizer a mesma coisa sem incorrer nas fórmulas desgastadas pelo uso excessivo. Veja algumas: a nível de, deixar a desejar, chegar a um denominador comum, transparência, instigante, pano de fundo, estourar como uma bomba, encerrar com chave de ouro, segredo guardado a sete chaves, dar o último adeus. Acrescente as que puder a esta lista.

13 - Dispense igualmente os preciosismos ou expressões que pretendem substituir termos comuns, como: causídico, Edilidade, soldado do fogo, elenco de medidas, data natalícia, primeiro mandatário, chefe do Executivo, precioso líquido, aeronave, campo-santo, necrópole, casa de leis, petardo, fisicultor, Câmara Alta, etc.

14 - Proceda da mesma forma com as palavras e formas empoladas ou rebuscadas, que tentam transmitir ao leitor mera idéia de erudição. O noticiário não tem lugar para termos como tecnologizado, agudização, consubstanciação, execucional, operacionalização, mentalização, transfusional, paragonado, rentabilizar, paradigmático, programático, emblematizar, congressual, instrucional, embasamento, ressociabilização, dialogal, transacionar, parabenizar e outros do gênero.

15 - Não perca de vista o universo vocabular do leitor. Adote esta regra prática: nunca escreva o que você não diria. Assim, alguém rejeita (e não declina de) um convite, protela ou adia (e não procrastina) uma decisão, aproveita (e não usufrui) uma situação. Da mesma forma, prefira demora ou adiamento a delonga; antipatia a idiossincrasia; discórdia ou intriga a cizânia; crítica violenta a diatribe; obscurecer a obnubilar, etc.

16 - O rádio e a televisão podem ter necessidade de palavras de som forte ou vibrante; o jornal, não. Assim, goleiro é goleiro e não goleirão. Da mesma forma, rejeite invenções como zagueirão, becão, jogão, pelotaço, galera (como torcida) e similares.

17 - Dificilmente os textos noticiosos justificam a inclusão de palavras ou expressões de valor absoluto ou muito enfático, como certos adjetivos (magnífico, maravilhoso, sensacional, espetacular, admirável, esplêndido, genial), os superlativos (engraçadíssimo, deliciosíssimo, competentíssimo, celebérrimo) e verbos fortes como infernizar, enfurecer, maravilhar, assombrar, deslumbrar, etc.

18 - Termos coloquiais ou de gíria deverão ser usados com extrema parcimônia e apenas em casos muito especiais (nos diálogos, por exemplo), para não darem ao leitor a idéia de vulgaridade e principalmente para que não se tornem novos lugares-comuns. Como, por exemplo: a mil, barato, galera, detonar, deitar e rolar, flagrar, com a corda (ou a bola) toda, legal, grana, bacana, etc.

19 - Seja rigoroso na escolha das palavras do texto. Desconfie dos sinônimos perfeitos ou de termos que sirvam para todas as ocasiões. Em geral, há uma palavra para definir uma situação.

20 - Faça textos imparciais e objetivos. Não exponha opiniões, mas fatos, para que o leitor tire deles as próprias conclusões. Em nenhuma hipótese se admitem textos como: Demonstrando mais uma vez seu caráter volúvel, o deputado Antônio de Almeida mudou novamente de partido. Seja direto: O deputado Antônio de Almeida deixou ontem o PMT e entrou para o PXN. É a terceira vez em um ano que muda de partido. O caráter volúvel do deputado ficará claro pela simples menção do que ocorreu.

Fonte: Manual de Redação e Estilo do Estado de São Paulo

Dicas de Redação e Estilo 1

1 - Seja claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite intercalações excessivas ou ordens inversas desnecessárias. Não é justo exigir que o leitor faça complicados exercícios mentais para compreender o texto.

2 - Construa períodos com no máximo duas ou três linhas de 70 toques. Os parágrafos, para facilitar a leitura, deverão ter cinco linhas datilografadas, em média, e no máximo oito. A cada 20 linhas, convém abrir um intertítulo.

3 - A simplicidade é condição essencial do texto jornalístico. Lembre-se de que você escreve para todos os tipos de leitor e todos, sem exceção, têm o direito de entender qualquer texto, seja ele político, econômico, internacional ou urbanístico.

4 - Adote como norma a ordem direta, por ser aquela que conduz mais facilmente o leitor à essência da notícia. Dispense os detalhes irrelevantes e vá diretamente ao que interessa, sem rodeios.

5 - A simplicidade do texto não implica necessariamente repetição de formas e frases desgastadas, uso exagerado de voz passiva (será iniciado, será realizado), pobreza vocabular, etc. Com palavras conhecidas de todos, é possível escrever de maneira original e criativa e produzir frases elegantes, variadas, fluentes e bem alinhavadas. Nunca é demais insistir: fuja, isto sim, dos rebuscamentos, dos pedantismos vocabulares, dos termos técnicos evitáveis e da erudição.

6 - Não comece períodos ou parágrafos seguidos com a mesma palavra, nem use repetidamente a mesma estrutura de frase.

7 - O estilo jornalístico é um meio-termo entre a linguagem literária e a falada. Por isso, evite tanto a retórica e o hermetismo como a gíria, o jargão e o coloquialismo.

8 - Tenha sempre presente: o espaço hoje é precioso; o tempo do leitor, também. Despreze as longas descrições e relate o fato no menor número possível de palavras. E proceda da mesma forma com elas: por que opor veto a em vez de vetar, apenas?

9 - Em qualquer ocasião, prefira a palavra mais simples: votar é sempre melhor que sufragar; pretender é sempre melhor que objetivar, intentar ou tencionar; voltar é sempre melhor que regressar ou retornar; tribunal é sempre melhor que corte; passageiro é sempre melhor que usuário; eleição é sempre melhor que pleito; entrar é sempre melhor que ingressar.

10 - Só recorra aos termos técnicos absolutamente indispensáveis e nesse caso coloque o seu significado entre parênteses. Você já pensou que até há pouco se escrevia sobre juros sem chamar índices, taxas e níveis de patamares? Que preços eram cobrados e não praticados? Que parâmetros equivaliam a pontos de referência? Que monitorar correspondia a acompanhar ou orientar? Adote como norma: os leitores do jornal, na maioria, são pessoas comuns, quando muito com formação específica em uma área somente. E desfaça mitos. Se o noticiário da Bolsa exige um ou outro termo técnico, uma reportagem sobre abastecimento, por exemplo, os dispensa.

Fonte: Manual de Redação e Estilo do Estado de São Paulo

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Mídia 2

IstoÉ Gente adota novo formato
Revista entra no padrão já seguido por suas concorrentes Caras, Contigo e Quem

A partir da semana que vem, a IstoÉ Gente adotará novo formato, seguindo o padrão mundial das revistas de celebridades e de suas concorrentes Caras, Contigo e Quem. A novidade marca a passagem do oitavo aniversário da revista, que também aproveita a ocasião para intensificar o processo de adoção do nome Gente, mas ainda sem abandonar totalmente a marca IstoÉ, o que só poderá acontecer quando forem superadas algumas barreiras jurídicas. "Com estas mudanças, estaremos mais equipados para competir em igualdade com os outros títulos do mercado", acredita José Bello, que assumiu recentemente a direção nacional de publicidade da Editora Três.

Fonte: Meio&Mensagem

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Revistas: Redigir e Editar 7

Redigir e Editar uma Revista – Crônicas

Parente próxima da Literatura, a crônica jornalística reflete situações da rotina diária, criando uma identificação entre o cronista e o leitor. Carlos Drummond de Andrade dizia que o cronista "se permite usar um tratamento mais coloquial, usar o pronome eu e contar como é que foi o dia anterior.(...) Mas às vezes esse eu é imaginário, falo de uma coisa que não aconteceu comigo, mas que poderia ter acontecido. Eu acho que essa receita de crônica pode interessar ao leitor. Mas interessar relativamente”.

Na mesma entrevista, Drummond cita Machado de Assis como o maior cronista brasileiro. O próprio Machado de Assis em sua obra Crônicas Escolhidas, define a origem do gênero como um encontro de vizinhas a “escarafunchar” as ocorrências do dia.

A seleção citada apresenta crônicas machadianas que se relacionam exatamente com os fatos da rotina diária: Como comportar-se no bonde, Impostos, Briga de Galo, Meditações no Bonde, Caso de Bigamia, O Cronista e a Semana, etc.

No dicionário a crônica é definida como artigo de jornal ou revista, assinado, com reflexões sobre assuntos diversos como Literatura, Teatro, Política, temas policiais, acidentes, fatos rotineiros, etc.

São grandes nomes da crônica brasileira: Machado de Assis, João do Rio (Paulo Barreto), Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Rachel de Queirós, Carlos Drummond de Andrade, Genolino Amado, Rubem Braga, Sérgio Porto, Antonio Maria, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, José Carlos de Oliveira, João Ubaldo Ribeiro, Mário Prata, Veríssimo etc.

Em relação ao conto literário, a diferença da crônica é que ela não tem personagens definidos. Retrata pessoas e fatos da vida real, situações concretas que são ou podem ser vivenciadas na rotina diária. Como em outros textos recreativos, a crônica inclui um ponto ótimo de tensão intelectual. “Se for simples demais ou de difícil entendimento, o prazer de ler será menor", conforme ensina Sérgio Vilas Boas.

Naturalmente vai escrever uma boa crônica o repórter que tem boa formação cultural; acentuado hábito de leitura; texto fluente, fácil e agradável; sensibilidade para observar os fatos do dia e transformá-los em saborosas crônicas com as técnicas do próprio conto literário: Início ( fato a ser analisado ou caricaturado ), desenvolvimento ( com observações que mostram pleno domínio da língua e ampla visão de mundo ) e fim ( com uma frase engraçada, uma piada, uma "moral da história" etc.).

A recomendação básica é ler atentamente boas crônicas, observando-lhes a estrutura, para depois iniciar-se no gênero com segurança. Nenhuma disciplina técnica poderá passar um formato fechado, padrão, quadrado, hermético sobre como produzir o texto imaginativo, pois não se trata de uma receita de bolo, trata-se de criatividade. E isso vai do potencial de cada um.